O senador Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul, terá de explicar à Polícia Federal o que conversou com o ex-presidente Jair Bolsonaro dias antes de testemunhar em favor do ex-ministro Augusto Heleno, um dos acusados de participar da tentativa de golpe de estado de 2022.
Nesta terça-feira (3), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aceitou pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, feito a partir de reportagem do Metrópoles. De acordo com o texto, Bolsonaro ligou e pediu para que Mourão dissesse no depoimento que ele nunca falou em ruptura democrática.
Mourão era vice-presidente da República com Bolsonaro, enquanto Heleno era ministro do Gabinete de Segurança Institucional. Heleno é julgado no núcleo 1, o mesmo de Bolsonario. Mourão depôs em seu favor no dia 23.
De acordo com Gonet, os fatos noticiados levantam a possibilidade de Mourão ter sido coagido ou intimidado e de Bolsonaro ter cometido obstrução de Justiça ao pedir que o general desse determinadas respostas em seu testemunho. O caso tramitará sob sigilo, confirme solicitou Gonet.
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