O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta sexta-feira (6) todos os atos da operação Lava Jato relacionados ao ex-ministro Paulo Bernardo. Ele foi um dos alvos da operação Pixuleco, uma das principais fases da Lava Jato.
Para Toffoli, o conluio entre o então juiz Sergio Moro e procuradores do Ministério Público Federal para a condução dos processos gerou a nulidade dos atos contra o ex-ministro – à época casado com a ministra Gleisi Hoffmann.
A decisão de Toffoli é uma extensão de outra, tomada há um mês, que beneficiou o advogado Guilherme de Salles Gonçalves, ex-advogado de Gleisi. Os dois chegaram a ser presos preventivamente, suspeitos de participação no caso.
Paulo Bernardo foi ministro nos governos Lula e Dilma Rousseff. Era acusado dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.
Esta não é a primeira vez que o STF se posiciona a favor de Paulo Bernardo. Em 2018, os ministros da Segunda Turma anularam por maioria uma acusação de desvios de dinheiro envolvendo ele e Gleisi na campanha dela ao Senado, em 2010.
A acusação era baseada em depoimentos do doleiro Alberto e Youssef e do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Para os ministros, os dois delatores não apresentaram provas suficientes que pudessem embasar a acusação.
Leia a íntegra da decisão de Toffoli:

