Após prestar depoimento à Polícia Federal por mais de duas horas, o tenente-coronel Mauro Cid foi liberado. Ele era suspeito de tentar obter passaporte português para fugir do Brasil. O acordo de delação premiada de Cid, peça fundamental do julgamento da trama golpista de 2022, está mantido.
Com base em relatórios produzidos pela Polícia Federal de que os pais, a esposa e uma de suas filhas foram para Los Angeles, nos Estados Unidos, em 30 de maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão de Cid.
No documento, o procurador-geral, Paulo Gonet, afirma que a saída da família do Brasil reforça a suspeita de que Cid estaria tentando fugir, com auxílio do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, preso pela PF nesta sexta-feira (13).
Machado é suspeito de obstrução de investigação e favorecimento pessoal. A PGR afirma que ele tentou obter um passaporte de cidadania portuguesa para Mauro Cid com o Consulado de Portugal, em Recife (PE), em 12 de maio.
Em registros encontrados pela PF, Mauro Cid já havia procurado em janeiro de 2023 uma assessoria para conseguir cidadania portuguesa. Na ocasião, o ex-ajudante teria enviado imagens de sua carteira funcional e do passaporte português de sua mãe.

