A fusão PSDB-Podemos naufragou nesta sexta-feira (13) uma semana depois de anunciada. Os dois partidos desistiram de se unir após divergências sobre quem presidiria o novo partido que se formaria.
A cúpula tucana pretendia ter uma alternância na presidência da legenda, enquanto o Podemos se recusou a abrir mão da liderança da atual presidente, deputada federal Renata Abreu. Inicialmente, os tucanos haviam concordado com a manutenção dela no cargo.
Ao Bastidor, Aécio disse que deverá retomar as conversas com o Republicanos, MDB e Solidariedade, suspensas depois que o encaminhamento com o Podemos parecia certo. Ele também garantiu que ainda há possibilidade de buscar novas alianças com o partido de Renata Abreu, mas provavelmente em uma federação.
O Bastidor já havia noticiado que um grupo ligado pelo presidente do PSDB, Marconi Perillo, tentava promover a rotatividade no novo partido, ao menos nos próximos dois anos, quando seriam realizadas novas eleições para a direção.
Nos últimos dias, esse grupo, apoiado pela bancada da Câmara, ganhou força e levou o deputado Aécio Neves, principal fiador do acordo, a tentar emplacar a rotatividade na liderança do novo partido, o que levou ao impasse com o Podemos. Foi Aécio quem anunciou o fim da união nesta sexta.
O PSDB firmou uma federação com o Cidadania em 2022, para disputar as eleições. Os dois partidos desistiram do acordo em março e os tucanos passaram a negociar com o Podemos. Sem a fusão, o PSDB segue sem saber como fará para retomar a relevância.

