Na noite deste domingo (15), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 24 horas para a Meta, dona do Instagram, apresentar informações referentes aos perfis “@gabrielar702” e “Gabriela R”. Na semana passada, a revista Veja publicou conversas destes perfis e as atribuiu ao tenente-coronel Mauro Cid, delator da trama golpista de 2022.

O despacho foi proferido por Moraes após Cid negar a autoria de mensagens enviadas por esse perfil, com detalhes dos acordos de colaboração firmados por ele com a justiça.

Cid diz nas conversas que os policiais federais tentaram “colocar palavras” em sua boca durante os depoimentos, mas que ele “pedia para tirar” os termos sugeridos pelas autoridades. Afirmava nas conversas que fora “pressionado” pelas autoridades a ligar Jair Bolsonaro e outros integrantes do governo ao vandalismo de 8 de janeiro de 2023.

O uso do perfil no Instagram foi motivo uma das perguntas feitas a Cid pelo advogado de defesa de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi. Cid tergiversou na resposta, disse apenas que “@gabrielar702” deveria pertencer a sua esposa, que se chama Gabriela.

Em depoimento na semana passada, Cid afirmou a notícia é de “total falsidade” e que não passa de “mais uma miserável fake news que é tão combatidas por esse Supremo Tribunal”.

Caso seja confirmado que Cid usou o perfil da esposa no Instagram para detalhar o que disse em sua delação, seu acordo de colaboração pode ser rescindido e ele pode perder benefícios.

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