O Tribunal de Contas de Pernambuco vai investigar o contrato firmado entre Ambipar e governo estadual, para a empresa cuidar do lixo de Fernando de Noronha. A decisão foi tomada pelo conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior na quarta-feira (25), a partir de pedido de uma das empresas derrotadas na concorrência, a Universo Empreendimentos.
O pregão previa “a contratação de empresa de engenharia especializada em limpeza urbana, manutenção de áreas verdes, coleta, triagem, tratamento, transporte e destinação ou disposição final de resíduos sólidos e líquidos e operação da unidade de tratamento de resíduos sólidos”.
A Ambipar venceu a disputa após apresentar proposta de 64,7 milhões de reais, 46% abaixo do valor estimado , 120,9 milhões reais. Esse foi um dos pontos que motivou a contestação pela Universo, atual responsável pelo contrato emergencial que será encerrado com a vitória da Ambipar.
A Universo afirma que a Ambipar apresentou documentos de forma irregular para mostrar uma qualificação técnica inexistente e obteve acesso privilegiado a informações que lhe permitiram oferecer um preço que inviabiliza a prestação dos serviços, além de vantagens não previstas no edital, como logística reversa e compensação de carbono.
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