O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o TRF3, condenou Thiago José Silva Barboza de Paula, de 44 anos, a onze anos de prisão por atos preparatórios ao terrorismo e promoção à organização terrorista ao tentar recrutar brasileiros para participar do grupo Estado Islâmico no país. A decisão é do dia 2 de julho. Ele está preso desde dezembro de 2024.
A investigação da Polícia Federal começou após um alerta do FBI, que identificou Thiago como administrador de um grupo chamado “Comando 860” na plataforma RocketChat. No grupo, divulgam-se tutoriais de produção de bombas e planejamento de ataques.
A PF conseguiu provar que o usuário “Salafi860” era Thiago. Em 10 de setembro do ano passado, ele postou que o objetivo do grupo era “recrutar e treinar operadores” do Estado Islâmico em solo brasileiro.
Em 12 de dezembro de 2024, a PF apreendeu na casa de Thiago um simulacro de arma de fogo, facões, produtos químicos para fazer coquetéis Molotov e uma bandeira do Estado Islâmico.
Ao longo do processo, a defesa afirmou que os material apreendido foi “plantado” no apartamento de Thiago por um vizinho muçulmano. Segundo os advogados, o local estava violado antes da chegada dos policiais federais, o que comprometeria a qualidade das provas. As alegações foram rejeitas pelo juiz. Ainda cabe recurso.
Segundo a PF, outro método de recrutamento adotado por Thiago era procurar estudantes no campus da Universidade de São Paulo em São Carlos, interior paulista.
O Bastidor procurou o advogado Leomar Gonçalves, responsável pela defesa de Thiago, que não retornou o contato.

