A rede social Rumble e o Trump Media acionaram, no domingo (13), a Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, para não cumprirem uma ordem que receberam na sexta-feira (11) do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Moraes determinou a suspensão do perfil do bolsonarista Rodrigo Constatino em até 48 horas.
Rumble e Trump Media afirmam não ter como cumprir a exigência de Moraes, pois foram notificadas apenas por e-mail, o que consideram ilegal. Afirmam ainda que o perfil de Constantino não é violento, não está mais ativo e que, caso cumprissem a ordem brasileira, afrontariam a lei americana ao fornecerem os dados do comentarista.
O Rumble é uma rede social criada para compartilhamento de vídeos e segue os moldes do YouTube. É muita usada pela direita dos EUA, principal público da Trump Media, grupo de comunicação que pertence ao presidente americano, Donald Trump.
O Trump Media também participa do processo por conta da Truth Social, rede social criada por Trump para evitar que seus comentários fossem banidos por divulgarem mentiras ou informações descontextualizadas. A plataforma surgiu em fevereiro de 2022, quando as principais redes sociais moderavam o conteúdo publicado por seus usuários.
A disputa pelos dados de Constantino nas redes sociais começou em fevereiro, quando as duas empresas pediram que a Justiça dos EUA intervisse contra as decisões de Moraes, e agora tem novos desdobramentos enquanto Trump pressiona o STF e o governo brasileiro.
Na semana passada, Trump condicionou a derrubada da tarifa de 50% sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos ao fim do processo movido pelo Supremo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

