Fracassa, até o momento, a tentativa do PT de convencer o vice-presidente, Geraldo Alckmin, a ser candidato ao governo de São Paulo no ano que vem. O desejo dele é seguir como vice na chapa do presidente Lula e disputar a reeleição.
Alckmin teve três mandatos como governador de São Paulo, além de ter completado o mandato de Mário Covas, morto em 2001. É a pessoa que governou São Paulo por mais tempo, pouco mais de 12 anos e três meses.
Com a recusa, internamente, volta a ganhar força no partido a defesa da candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao Palácio dos Bandeirantes.
A leitura sobre 2026 no PT ganhou novos contornos após o anúncio das tarifas às exportações brasileiras feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Alckmin, por parte do governo, tem protagonizado as negociações com os empresários.
A disputa com Trump é vista pelo Palácio do Planalto e pelo partido de Lula como crucial para a reeleição do presidente. De coadjuvante, Alckmin passou a ser visto como alguém que pode ser decisivo para o apoio do empresariado, a depender do resultado das negociações com os Estados Unidos.
Um líder petista com grande ascendência sobre o partido avalia que, sem Alckmin, a vice não continuaria com alguém do PSB. Seria preciso buscar alguém de centro. Mas quem traria hoje mais confiança do que Alckmin?
O desejo de Lula – e de boa parte do PT – era ter como vice em 2026 alguém do PSD indicado por Gilberto Kassab. Mas, até agora, Kassab não quer conversa. Um grupo do MDB também quer o posto e oferece o governador do Pará, Helder Barbalho.

