Em depoimento nesta quinta-feira (24) no Supremo Tribunal Federal, o ex-assessor de assuntos internacionais da Presidência Filipe Martins negou ter atuado como uma espécie de líder do núcleo jurídico da trama golpista de Jair Bolsonaro em 2022.
O único delator do caso, tenente-coronel Mauro Cid, afirmou que Martins organizou uma série de “considerandos”, que constariam em um decreto que Bolsonaro baixaria depois de deflagrar o golpe de estado, após a derrota eleitoral.
Martins disse que nunca apresentou a minuta golpista a Bolsonaro – nem teria conhecimento jurídico para organizar isso. Também atacou a validade das provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal.
Um dos 37 réus da trama golpista, Martins foi um dos mais próximos assessores de Bolsonaro durante o governo dele.
Ele falou por cerca de três horas ao juiz auxiliar Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Falou longamente e sem interrupções. Discursou contra as investigações e os termos da denúncia.
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