A gestora de investimentos Latache Capital, acionista do frigorífico Marfrig, fez uma série de questionamentos sobre despesas e investimento da empresa por conta da fusão com a BRF. Encaminhadas no dia 8, as questões ainda não foram respondidas.
A Latache questiona aumentos entre 50% e 195% em dois tipos de despesas, a estratégia de manter plantas alugadas, antecipações de pagamentos e despesas tributárias. Pede também detalhes sobre o perfil de aplicações financeiras.
As perguntas foram encaminhadas pela Latache pouco mais de um mês após a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovar a fusão de Marfrig e BRF sem restrições.
A união entre BRF e Marfrig foi anunciada em 15 de maio. A fusão ainda depende da aprovação em assembleia geral de acionistas das duas companhias. As votações estão marcadas para 5 de agosto, após a CVM dar mais tempo para os envolvidos analisarem os dados. Caso o negócio seja chancelado, o nome da nova empresa será MBRF Global Foods Company.
O Bastidor questionou a Marfrig, que preferiu não se manifestar.
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