O vice-presidente Hamilton Mourão recebeu de aliados um dossiê contra integrantes da equipe de Paulo Guedes. O documento, obtido pelo Bastidor, tem duas páginas e lista cargos ocupados por seis deles em gestões do PT. O dossiê contém outros tipos de informação acerca dos assessores.
Mourão não se comprometeu a agir, embora, a exemplo dos demais militares influentes do governo, queira Guedes fora de Brasília.
A iniciativa demonstra que avançam firmes os ataques de militares e assessores de Bolsonaro contra o ministro da Economia, cada vez mais isolado no governo e no Congresso.
Além de militares e assessores influentes, a coalização informal contra Guedes inclui líderes do Centrão e grandes empresários. O líder (também informal) desse grupo é Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional. Estão a cargo dele os investimentos públicos mais estratégicos do governo – investimentos que podem beneficiar tanto políticos quanto empresários.
Esse amplo grupo afirma, reservadamente, que o ministro da Economia mais atrapalha do que ajuda o governo.
A estratégia dos líderes dessa coalizão é assar Guedes na imprensa (com críticas cotidianas) e no Planalto (com queixas privadas a Bolsonaro).

