Apesar das cada vez mais fortes investidas contra ele, o ministro Paulo Guedes diz a amigos que resistirá no cargo. “No que depender de mim, sigo no governo até o último dia”, afirma a essas pessoas próximas. “Vou seguir lutando.”
Os últimos contra-ataques públicos do ministro, na semana passada, demonstram que essa disposição parece verdadeira – ao menos por ora. Guedes disse que a Febraban, associação dos bancos, é uma “casa de lobby” que “financia ministro gastador para ver se fura teto”. O ministro citado indiretamente é Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, principal adversário de Guedes no governo.
O ministro da Economia não falou (ainda) em público, mas, em privado, aponta dois inimigos: Isaac Sidney, atual presidente da Febraban e ex-procurador do Banco Central, e o empresário Rubens Menin, dono da construtora MRV e da rede CNN, entre outros negócios. Para Guedes, ambos apoiam o movimento para derrubá-lo.

