Dirigentes do Banco Central elegeram, com discrição, um culpado para a trajetória preocupante da dívida pública: o ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida.

Há uma concentração de 17% de títulos da dívida pública que vencem no primeiro semestre do próximo ano. A equipe do BC culpa a equipe do Tesouro por ter ofertado títulos, nos últimos anos, com vencimento de curto prazo. Acreditam que Mansueto e seus pares deveriam ter sido mais conservadores. Agora, a rolagem da dívida poderá custar caro aos cofres públicos. “Se o Conselho Monetário não lidar direito com essa questão, teremos um apocalipse fiscal”, diz um deles.

Mansueto saiu do governo e, após a quarentena, será economista-chefe e sócio do BTG, do banqueiro André Esteves.