A síntese do que sabemos sobre os problemas no TSE, segundo o presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso:

  1. O roubo de dados do site do tribunal aconteceu;
  2. A tentativa de invasão hoje aconteceu;
  3. A lentidão do e-título aconteceu;
  4. E a lentidão na totalização aconteceu. Esta aconteceu por uma falha de hardware, ainda sem explicação, e nada tem a ver com os demais fatos.

Talvez no afã de assegurar a segurança dos votos, Barroso classificou as invasões e tentativas de invasão como “irrelevantes” e “inócuas”. Não são. São sérias. A régua de segurança não pode ser apenas fraudar votos. Hackers entraram – com facilidade – na rede corporativa do tribunal. Poderiam ter feito um estrago maior.

A lentidão do e-título e a lentidão na totalização dos votos ainda não estão devidamente explicadas. Sobretudo diante da proximidade temporal dos dois fatos. Se uma coisa não tem a ver com a outra, e nada impede que seja uma coincidência, será preciso oferecer mais informações.

É perfeitamente possível – mais do que isso: é desejável – ser cético quanto às informações preliminares divulgadas pelo TSE sobre as falhas de segurança sem incorrer em teorias da conspiração sobre fraudes nas urnas.

A cada minuto sem explicações convincentes e claras, provavelmente esvai-se, perante parte dos brasileiros, a confiança no sistema eleitoral.