A decisão dos insubstituíveis técnicos do TSE de empurrar à Oracle e ao supercomputador dela a culpa pelas falhas cometidas pelo tribunal nessas eleições tem potencial para causar um estrago que não se mede em terabytes. É encrenca para fritar núcleo de muita gente.

Há uma razão para o TSE (entre outros e poucos órgãos públicos) ter escolhido a supermáquina da Oracle. Não é pela boniteza.

Trata-se de uma Ferrari de computação. Abrir o capô dela pode revelar mais do que o motor, como bem sabem aqueles que participaram dessas escolhas. (Alguns conversaram reservadamente com o Bastidor.)

A encrenca de verdade está na origem da tecnologia, não nos contratos públicos.