Os apagões no Amapá queimaram em Brasília o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Davi Alcolumbre, presidente do Senado e principal aliado de Bolsonaro no Congresso, classifica a atuação do ministro na crise como “muito fraca”. A base eleitoral de Davi e de sua família é no Amapá.
Com discrição, o presidente do Senado comunicou seu descontentamento ao Planalto. A cobrança foi interpretada como um pedido para que Bolsonaro substitua o ministro.
O MDB e outros partidos da base governista contam há meses com a saída de Bento. Ele desagrada os principais políticos de Brasília.
As lideranças dessas forças políticas esperavam que o ministro fosse apeado do cargo entre dezembro e o começo do próximo ano. A crise no Amapá aumentou a expectativa entre elas de que o presidente agirá – e sem demora.
Bolsonaro, porém, tem dificuldade em demitir ministros avaliados como leais, a exemplo de Bento.
Esse episódio será um dos primeiros grandes testes para a relação entre o presidente e sua cada vez mais ampla base aliada.

