O advogado Sebastião da Costa Val, que representou na sexta-feira no Conselho Nacional de Justiça contra o corregedor do TJ do Rio, Bernardo Garcez, estava no famoso avião impedido de decolar pela PF no aeroporto de Brasília em 2005, no qual os policiais encontraram cerca de R$ 10 milhões em dinheiro vivo. Um deputado ligado à Igreja Universal também estava no voo. A origem e o destino do dinheiro nunca foram esclarecidos.

Sebastião é sobrinho de Virgílio Augusto da Costa Val, procurador-Geral e secretário de Fazenda na gestão da família Garotinho no governo do Rio. Virgílio sempre foi próximo da família Zveiter, grupo com imensa influência no Judiciário fluminense.

Sem evidência, Sebastião acusou o corregedor de ser simpatizante do nazismo. Como noticiamos, o TJ do Rio escolhe hoje seu novo presidente sob ambiente tenso. Garcez, o corregedor que mexeu com interesses desses grupos, concorre com o desembargador Henrique Figueira, apoiado por eles.