A Procuradoria-Geral da República retomou nesta semana, em sigilo, as negociações com a defesa dos irmãos Batista, que tenta salvar os acordos de delação deles. Embora a PGR já tenha reiterado ao Supremo que decidira rescindir as colaborações, o relator do caso, ministro Edson Fachin, reluta há anos em prosseguir com a anulação.
Diante desse aparente impasse, os advogados de Joesley e Wesley pediram à PGR para voltar à mesa. Conseguiram. A negociação envolve dois pontos: dinheiro adicional de multa e tempo de cadeia.
A PGR quer uma multa adicional de R$ 2 bilhões. A defesa deles diz que não topa um valor tão alto.
Augusto Aras também disse que os irmãos, responsáveis por um dos maiores esquemas de corrupção da história do Brasil, precisariam cumprir um ano de prisão em regime fechado. Essa exigência exaspera Joesley. Ele mandou dizer que aceita negociar valores, mas não sua liberdade.
As negociações ainda estão em andamento.

