Até hoje, sexta-feira, dia quatro de dezembro, a Procuradoria-Geral da República não informou à Lava Jato do Rio se prorrogará a força-tarefa da operação. Ela se encerra na próxima semana, no dia oito.

Os procuradores responsáveis por essa força-tarefa não sabem o que vai acontecer. Mesmo que Augusto Aras, um crítico da Lava Jato, prorrogue os trabalhos, é incerto em quais condições isso se daria. Haveria o mesmo número de procuradores? Todos em dedicação exclusiva, um requisito considerado essencial por eles? E, não menos importante, por quanto tempo ela seria prorrogada?

Com o fim da Lava Jato em São Paulo e o enfraquecimento da força-tarefa no Paraná, a equipe do Rio conta, hoje, com os casos mais difíceis e pesados, tanto em número quanto em complexidade.

Há investigações que envolvem esquemas de lavagem com participação de doleiros e cumplicidade de bancos; apurações sobre possível corrupção de juízes e escritórios de advocacia; e, entre tantos outros casos, sonegação fiscal e corrupção política de grandes empresas com sede no Rio.