O PT, que detém a maior bancada da Câmara, segue sem rumo na eleição para a Presidência da Casa. As correntes internas ainda discutem se a legenda lançará candidato próprio ou não. Serviria apenas para “marcar posição”, como repetem os petistas.
Apesar da posição oficial do partido de não apoiar Arthur Lira, candidato do centrão e do governo Bolsonaro, cerca de 20 dos 54 deputados petistas devem votar no líder do PP. É com esse número que Lira e seus aliados no PT – com aval de Lula – trabalham.
Caso Baleia Rossi seja o candidato do grupo de Rodrigo Maia, esse número pode aumentar – a resistência a Baleia no PT é incontornável. Se o candidato for Aguinaldo Ribeiro, por enquanto no PP, é possível, embora improvável, que o partido de Lula apoie o grupo de Maia.
Em quaisquer desses cenários, é difícil que Lira tenha menos do que os 20 votos previstos. Já estão articulados.
O espólio da esquerda é essencial para que Lira, hoje o favorito, vença a eleição.

