Líderes da base do governo e do centrão no Congresso já estão planilhando, como se diz no belo linguajar da política, cerca de R$ 2 bilhões em emendas parlamentares para ajudar na eleição dos próximos presidentes da Câmara e do Senado.
Em termos contábeis, o dinheiro sairá do crédito suplementar de R$ 3,3 bilhões aprovado hoje (quinta) pelo Congresso. Em termos fiscais, sabe-se lá de onde essa fortuna sairá.
Recentemente, o Congresso liberou um crédito extra de R$ 4 bilhões. Assim como a grana aprovada hoje, serviria para pagar dívidas com organismos internacionais. Com o aval do TCU, virou dinheiro para gastos no Ministério do Desenvolvimento Regional, sobretudo via emendas.
O Planalto quer baixar as emendas para R$ 1 bilhão. Mas os líderes já avisaram que precisam dos R$ 2 bilhões para assegurar a eleição de Arthur Lira e do nome que emergir favorito no Senado – até o momento, Rodrigo Pacheco.

