Seja com Arthur Lira, seja com Baleia Rossi, seja com um improvável terceiro nome à frente da Câmara, a ampla coalizão que articula o projeto de lei que blinda advogados pretende aprová-lo discretamente, assim que o novo presidente da Casa for eleito.

Há apoio pluripartidário para isso. Os articuladores da estratégia (advogados influentes e chefes partidários) já negociaram a votação tanto com Lira quanto com Baleia Rossi. Nenhum deles acredita que a briga entre os dois campos queimará o consenso que existe na Câmara para aprovar a proposta.

O maior obstáculo a ela é a pressão da opinão pública, caso exista, e, em menor grau, a oposição de procuradores e delegados. Os estrategistas avaliam que será possível negociar com esses dois grupos um texto que agrade a todos.