Poucos lembram ou sabem, mas Baleia Rossi deve muito da sua ascensão política a Joesley Batista e Ricardo Saud, delatores da JBS.
Segundo as delações e investigações subsequentes, Joesley e Saud compraram Wagner Rossi, então ministro da Agricultura do governo Dilma, indicado por Michel Temer. Saud trabalhava com Wagner Rossi no governo. Saiu de lá para a JBS, quando, após (muitas) denúncias de corrupção, a presidente demitiu Wagner, em 2011.
De acordo com as delações de Lúcio Funaro e de Joesley, foi por meio de Wagner Rossi que o dono da JBS conheceu Temer. Amigos antigos com interesses suspeitos no Porto de Santos, Temer e Wagner Rossi chegaram a ser presos anos depois. Joesley diz que pagava um mensalinho a Wagner Rossi, a pedido de Temer. Todos voavam no jatinho da JBS.
A simbiose política e financeira entre JBS e o grupo de Temer e Wagner Rossi permitiu que um deputado estadual de São Paulo subisse a Brasília e, anos depois, chegasse à liderança e à Presidência do MDB. Tanto Joesley quanto Saud sempre consideraram que Baleia era o melhor político para assumir a liderança do MDB de Michel Temer.

