Ministros militares que conhecem bem a índole do chefe recomendaram ao presidente Jair Bolsonaro que se abstenha de comentar a invasão sediciosa do Capitólio. Sabem que dificilmente serão ouvidos.
Politicamente, apoiar, ainda que indiretamente, as ações golpistas de Trump neste momento pode destruir as pontes construídas com o Supremo após a crise institucional de maio.
Naquele momento, quando Bolsonaro aproximou-se de um processo de impeachment, ministros do Supremo e aliados convenceram o presidente a evitar atritos com o Judiciário. Deu certo – por ora.
Como afirma um ministro do Supremo, a “aparência de estabilidade” é suficiente para evitar ataques que possam apear o presidente do cargo. Essa aparência depende do silêncio de Bolsonaro, ao menos sobre as ações mais abiloladas de Trump.

