Um experiente importador de produtos farmacêuticos, que participa do mercado mundial de vacinas e insumos para elas, e que acompanha as negociações com o Brasil, relata que a posição do Ministério da Saúde destoa da postura dos demais governos.
“O Brasil age (nas negociações) como se não quisesse comprar, é inflexível”, diz ele. “Não dá para saber se é desconhecimento do mercado ou má vontade, mas o resultado é o mesmo.”
No momento, há muito mais demanda do que oferta, o tempo é inimigo e os governos negociam, por definição, em uma posição desvantajosa junto aos laboratórios. O Ministério da Saúde, segundo esse importador e um técnico da pasta, age alheio a essa realidade.
A Pfizer, por exemplo, chegou a tentar fazer negócios com o Brasil há meses, mas sem sucesso. Fornecedores de seringas e agulhas, também.
