A nota da Procuradoria-Geral da República divulgada há pouco é uma resposta à extraordinária pressão interna e externa (especialmente da cada vez mais ampla ala antibolsonarista do Supremo) por ações de Augusto Aras contra os amigos Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro.

Como noticiamos na sexta cedo, algumas das autoridades mais influentes da República querem enquadrar o presidente. A articulação é tão forte quanto discreta, embora acompanhada pelo barulho das redes.

Aras recebeu os recados. E jogou essa bola para o Congresso. “Eventuais ilícitos que importem em responsabilidade de agentes políticos da cúpula dos Poderes da República são da competência do Legislativo”, diz a nota da PGR, na qual Aras defende o trabalho do Ministério Público Federal durante a pandemia.

Em português simples, Aras investigará, no limite, o ministro da Saúde, responsável direto pelos atos do governo na gestão da crise sanitária. Não irá além.