Executivos da AstraZeneca estão em pânico com o altíssimo risco de atraso no cronograma mundial de entregas da vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford. O possível descumprimento de contratos inclui as doses compradas pelo Brasil. 

A farmacêutica, cuja parceira no país é a Fiocruz, precisa entregar insumos ao Brasil até o final de março. A fabricante na China, porém, informou à AstraZeneca que não conseguirá cumprir as entregas nesse prazo. 

Os diretores da farmacêutica estão acionando diplomatas da União Europeia e dos Estados Unidos para ajudar a negociar com o governo da China. Suspeitam que as dificuldades do fabricante estejam relacionadas a uma estratégia comercial e geopolítica do regime chinês, pretensamente interessado em criar escassez no mercado mundial de insumos para lucrar com a pandemia.