O Brasil segue à mercê da China no principal problema que enfrenta neste momento: a imunização contra o coronavírus. A ditadura chinesa, como de hábito, age com agressividade nas conversas diplomáticas e comerciais.
Até agora, a China não explica com clareza quais problemas, se é que existem, impedem a exportação contínua e previsível dos insumos necessários à produção das duas vacinas em uso no Brasil (Coronavac e AstraZeneca). Cada liberação é uma operação de guerra. Não há previsibilidade, muito menos transparência.
O Butantan, parceiro da Sinovac no Brasil, tem até o dia 28 de fevereiro para entregar dados críticos à Anvisa acerca da eficácia e da qualidade da Coronavac. Foi com esse compromisso que a agência concedeu autorização para uso emergencial do imunizante. Não há previsão segura de que os chineses entregarão os dados.
Embora o Ministério da Saúde ressalte que fechou contrato com a AstraZeneca, não com o regime chinês, a cúpula da pasta sabia há meses que os insumos viriam do fabricante parceiro da farmacêutica na China. Ou as doses viriam prontas do Instituto Serum, da Índia. (A Fiocruz fará o envase no Brasil.)
Mesmo sem considerar a eficácia e a qualidade dos imunizantes, a opção pela China era – e é – arriscada, como ora se comprova.
Enquanto isso, o Brasil ainda não fechou acordos com Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson, cujas vacinas, no mínimo, diminuiriam a dependência dos chineses.

