O grupo político-empresarial que trava uma guerra para aprovar o uso emergencial da vacina russa Sputnik no Brasil quer emparedar a Anvisa e obrigar os técnicos a avalizar o imunizante.
O atalho é político: integrantes desse consórcio no Congresso aprovariam uma mudança na legislação para que a agência sanitária russa (Roszdravnadzor) seja incluída no rol de órgãos considerados sérios, como a FDA, dos Estados Unidos, e a EMA, da União Europeia.
Em tese, a inclusão da agência russa permitiria à Anvisa abdicar da exigência dos estudos de fase três. É um atalho controverso, mas que poderia funcionar.
Só há um problema no plano: a agência sanitária russa – que não é de referência – não analisou a segurança e a eficácia da Sputnik. Essa missão coube ao Ministério da Saúde da Rússia.
A agência sanitária russa conduz apenas o controle dos laboratórios e monitora os efeitos da vacina após o início da comercialização.

