Os diretores da Anvisa aprovarão daqui a pouco uma proposta que facilitará o acesso do governo brasileiro às vacinas sancionadas pela OMS.
São os imunizantes avaliados por técnicos da OMS no que se chama de consórcio Covax – uma iniciativa coordenada pela OMS para distribuir vacinas aos países que mais precisam, como o Brasil.
A resolução que será aprovada pela Anvisa autorizará ao Ministério da Saúde importar vacinas por meio do Covax sem aval da agência.
Quinze laboratórios e governos inscreveram suas vacinas no Covax. As duas em uso no Brasil (Coronavac e AstraZeneca) estão entre elas, com aprovação em estágio avançado na OMS – embora haja pendências mais críticas no caso da vacina da Sinovac.
O governo russo apresentou a Sputnik à OMS, mas, como revelamos, a entidade recusou o primeiro pedido e aguarda para hoje mais dados para avaliar o imunizante. Se a entidade aprovar a Sputnik, o Ministério da Saúde terá acesso direto à vacina russa por meio do Covax.
A Pfizer e a Moderna, duas das empresas que produzem vacinas de ponta, também estão no Covax. A indiana Bharat Biotech, produtora da Covaxin, que negocia com o Ministério da Saúde por meio da Precisa Farmacêutica, não está.

