Secretários estaduais de Saúde e técnicos em Brasília pressionam Eduardo Pazuello e o Palácio do Planalto a orientar um lockdown nacional. A maioria dos gestores de saúde locais demonstram desespero com a progressão veloz de infecções e, sobretudo, de internações.
Para evitar ou reverter colapsos nos estados, esses técnicos só enxergam uma solução: parar o país. Ou seja, impor restrições de movimento ao máximo, de um modo que nunca foi feito no Brasil.
Os gestores e técnicos da linha de frente sabem que a responsabilidade pelas medidas de restrição cabe aos estados e aos municípios. Mas, diante da gravidade nacional do cenário, acreditam que somente a coordenação do Ministério da Saúde pode uniformizar esse tipo de ação – algo tido como essencial para controlar a disseminação do vírus.
Ao menos por ora, Pazuello e os militares que ocupam o Ministério da Saúde descartam qualquer ação nacional em favor de medidas mais restritivas.

