Os governadores que ainda acreditam nos cronogramas do Ministério da Saúde para o Programa Nacional de Imunização estão em desespero. Na última semana, a pasta modificou quase que diariamente as previsões de vacinas. As idas e vindas paralisam os governadores.
Como era previsível, o Ministério da Saúde teve que adiar a previsão de que o Brasil receberia doses da Sputnik e da Covaxin já em março. Eduardo Pazuello, porém, havia assegurado aos governadores que os dois imunizantes chegariam ao país imediatamente – apesar de as representantes das vacinas não terem apresentado pedidos na Anvisa.
As promessas de Pazuello atrapalham a organização dos consórcios de governadores e prefeitos. Apesar dos discursos públicos de união, os governadores sabem que será muito difícil atropelar o governo federal e comprar as vacinas diretamente – caso haja vacinas disponíveis no mercado, o que é altamente improvável.

