Publicamente, Bento Albuquerque foi demitido do Ministério de Minas e Energia em maio porque não reduziu à força o preço dos combustíveis, como queria o presidente Jair Bolsonaro. Mas há outra razão. Albuquerque caiu também por atrapalhar movimentos do grupo do ministro Paulo Guedes na Petrobras.
De acordo com fontes ligadas à Petrobras e ao governo, o então ministro “atravessou” duas vezes a indicação do presidente da estatal pela turma de Guedes. Não queria perder poder na área.
Na primeira tentativa de emplacar Caio Paes de Andrade na presidência, Albuquerque interveio e conseguiu indicar Adriano Pires, que era cotado para o conselho da estatal. Pires acabou descartado por conflito de interesses, por ser consultor de diversas empresas da área de óleo e gás.
Na segunda crise para indicar o novo chefe da empresa de energia, Albuquerque novamente interveio. Defendeu José Mauro Ferreira Coelho, que chorou na posse e deixou o posto 40 dias após a nomeação.
Essa segunda tentativa frustrada de Albuquerque de emplacar alguém que fizesse o que Bolsonaro queria – e não fosse do grupo de Guedes – selou seu fim no governo.
O Bastidor procurou Bento Albuquerque, mas não recebeu resposta até a publicação.

