Leandro Caixeta, braço direito do presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, está sendo trabalhado por seu padrinho político para assumir a cadeira vaga na diretoria desde maio, quando terminou o mandato de Hélvio Guerra.

Conta a favor de Caixeta a proximidade de seu pai, Nelson Hubner, com o PT. Hubner foi ministro interino de Minas e Energia no segundo governo Lula e diretor-geral da Aneel de 2009 a 2013.

Apesar da proximidade com o PT, Caixeta foi nomeado para cargos durante o governo Jair Bolsonaro. De 2019 a 2020, ele foi subsecretário de energia do Ministério da Economia de Paulo Guedes.

Seu outro trunfo é ser o principal especialista regulatório ouvido por Sandoval na bagunça que virou a tentativa de compra da Amazonas Energia pela Âmbar Energia, da J&F. Ele tem jogado duro contra as propostas apresentadas pela empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, inclusive, apoiando a proposta de intervenção na distribuidora de energia.

O forte apoio à proposta fez com que Caixeta fosse sondado pela diretoria do da agência, com aval de Sandoval. Ele, porém, negou a oferta dizendo não ter experiência com gestão, segundo uma fonte que participou da reunião em que o tema foi discutido.

Mas o apoio de Sandoval traz também problemas para Caixeta, pois Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, tem rusgas com o presidente da Aneel. O ministro de Minas e Energia prefere Gentil Nogueira, seu secretário de energia elétrica, para a vaga na diretoria.