A posse de Daniella Marques na Presidência da Caixa Econômica Federal logo mais consolidará um fato político impensável para muitos há poucos meses: Paulo Guedes voltou a ser um ministro influente no governo de Jair Bolsonaro.
Daniella, pessoa de confiança de Guedes, ampliará o grupo do ministro da Economia em cargos altamente estratégicos do governo. Recentemente, subordinados de Guedes ascenderam ao Ministério de Minas e Energia (Adolfo Sachsida) e à Presidência da Petrobras (Caio Paes de Andrade). Os dois, em especial Paes de Andrade, subiram com aval de chefes do centrão. Ainda assim, devem suas nomeações a Guedes.
Guedes ainda pode render memes e ser ridicularizado à direita e à esquerda. Mas, ao menos nos próximos meses, terá influência decisiva na área de energia do país e num banco historicamente suscetível a demandas políticas e eleitorais. Quem acha isso pouco desconhece a riqueza de oportunidades à disposição do Posto Ipiranga.
Ouvidos pelo Bastidor, alguns dos executivos queimados em razão das articulações de Guedes estão convictos de que o ministro da Economia não ganhou espaço porque aprendeu a fazer política – e a antecipar os movimentos de Bolsonaro. Acreditam que Guedes tem ajuda de gente grande na Faria Lima.

