O grupo liderado por Mauro Sousa e Frederico Munia Machado não desiste de emplacar mais cargos estratégicos na Agência Nacional de Mineração. Após a indicação do próprio Munia Machado se tornar inviável como procurador geral, em virtude da exposição de seus laços com as gigantes do setor e de sua proeminência no governo de Jair Bolsonaro, eles articulam para apresentar um nome alternativo ao cargo.

Sousa e Munia Machado atuam por nomes dentro da agência para cargos estratégicos e que devam futuramente lealdade a eles. O movimento da dupla visa a enfraquecer o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e os demais diretores da ANM. 

A articulação corre discretamente. Tão discretamente que as tratativas são conduzidas sem qualquer conhecimento do ministro. A dupla deixou Alexandre Silveira no escuro intencionalmente e não esconde quando falam sobre o assunto: escantear Silveira de qualquer possibilidade de informação. 

Como o Bastidor noticiou, a chefia da área jurídica da ANM é uma posição essencial para garantir a manutenção dos interesses das grandes empresas da mineração – que hoje, segundo funcionários da própria agência, detêm influência perniciosa na autarquia. Daí o esforço político e empresarial para ocupar esse espaço. Ele vale ouro.