Relatório produzido pelo Banco Central com estimativas sobre apostas online mostrou que o brasileiro tem gasto muito dinheiro com esses jogos, independentemente da faixa etária ou de renda. Certo é que, quanto mais velho, mais aposta, e que empresas estão usando tentando fugir do controle da Receita Federal e do BC usando códigos de identificação tributária diferentes daqueles destinados às bets.

As informações apresentadas pelo BC detalharam que apenas 56 CNPJs são responsáveis por movimentar quase 21 bilhões de reais em agosto. Essas empresas não estão registradas na receita sob o código destinados às bets. O valor, segundo mostrado pelo BC, é 10 vezes maior do os quase 2 bilhões de reais arrecadados pelas loterias no mesmo mês.

Outras 520 companhias, essas sim registradas como empresas de aposta junto à Receita Federal, transacionaram apenas 300 milhões de reais.

Idade e renda

Entre janeiro e agosto deste ano, as bets movimentaram entre 18 e 21 bilhões de reais mensais. Desse total, parte expressiva foi transacionada por brasileiros inscritos no Bolsa Família. Somente em agosto, 5 milhões de beneficiários do programa social gastaram 3 bilhões de reais com apostas online.

Os dados são de estudo do Banco Central que estima os gastos dos brasileiros com apostas. Os valores foram apresentados com base nas transferências por PIX para empresas de aposta e companhias com volume e número de transações similares aos das bets.

O relatório mostra que, entre os beneficiários apostadores, o valor médio para cada fezinha é de 100 reais e que 4 milhões deles são chefes de família, ou seja, são os responsáveis por receber de fato o Bolsa Família. Somente esse grupo gastou 2 bilhões com as bets.

Segundo o BC, a idade do apostador também influencia nos valores gastos. Quanto mais velho, mais gasta. Apesar de a maioria dos apostadores terem entre 20 e 30 anos, totalizando quase oito milhões de pessoas, esse grupo gasta uma média de 100 reais mensais. Já aqueles com mais de 60 anos gastam, em média, 3 mil reais mensais.

Veja o estudo divulgado pelo BC em 23 de setembro: