O diretor de tecnologia da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Leandro Vilain, disse que a entidade apoia o aumento da concorrência por meio das medidas conhecidas como open banking, mas critica a assimetria regulatória.
“Há uma visão romântica de o novo entrante ser pequeno. Não é isso. Muitos são grupos grandes, globais que estão gozando dos mesmos estímulos de uma startup de garotos que trabalham em uma garagem”, afirmou.
Vilain participava de um debate sobre open banking realizado hoje, terça-feira 22 de junho, pelo Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional (Ibrac).
A resposta à crítica do diretor da Febraban veio logo em seguida com o diretor de regulação do Banco Central, Otávio Damaso, que defendeu a regulação imposta pelo BC no open banking. Ele ressaltou que a regulação prudencial tem como foco o risco e há o compromisso com o Comitê de Basileia com medidas diferenciadas e proporcionais ao risco, com vários níveis de exigências. “Quando uma instituição financeira cresce, muda de nível. Adotamos no Brasil proporcionalidade e segmentação dos diferentes agentes”, disse Damaso.
“O open banking é atualmente o que foi a internet 30 anos atrás, mas a vantagem é que, agora, conseguimos enxergar muitas soluções de uso e de negócios”, comentou o diretor do BC.
Rubens Vidigal Neto, integrante independente do Conselho do Open Banking, afirma que o Brasil terá a maior abertura dos serviços financeiros do mundo quando concluir a quarta fase que começa em 15 de dezembro. “Temos três anos a menos de experiência que o pioneiro Reino Unido, mas teremos um sistema mais amplo”.

