Jair Bolsonaro recorreu a uma solução petista para tentar aquecer a economia neste ano. Em decereto publicado na noite desta sexta-feira, 25, o presidente determinou a redução imediata do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incidem sobre produtos da chamada linha branca e também dos automóveis.
A linha branca é composta por itens como fogões, geladeiras, lavadoras de roupas entre outros. Já para os automóveis, a medida só vale para carros de passeio.
A mesma medida foi tomada pelo governo Lula, em 2008, quando o mundo vivenciou uma grave crise econômica puxada pela explosão da bolha imobiliária no mercado norte-americano. À época, o governo do petista justificou a medida para estimular o consumo, com a consequente redução de preços. O objetivo era manter os índices de emprego e superar a crise.
Naquele momento, a medida pareceu ter funcionado nos primeiros meses e fez Lula comparar a crise no Brasil com a que o restante do mundo vivia. Ficou marcada na história a avaliação dele de que o Brasil passaria apenas por uma “marolinha”, enquanto o resto do mundo atravessava um “tsunami”, com os mercados derretendo.
A tentativa claramente não deu certo, pois a perda de arrecadação não era sustentável a longo prazo. Foi um dos motivos que levou o país a uma nova crise. Em 2014, no governo de Dilma Rousseff, a medida foi reeditada, mas não evitou as crises econômica e política que culminaram no impeachment, dois anos depois.
Agora, Bolsonaro e Paulo Guedes retomam a narrativa para tentar salvar a economia e aumentar a popularidade do presidente. O impacto previsto é de R$ 19,6 bilhões, só neste ano, com a perda da arrecadação. Em nota, o presidente disse que o objetivo, de novo, é “incentivar a indústria nacional e o comércio, requerer a economia e gerar empregos”.

