Está em curso um plano de reestruturação do modelo de negócios da OpenAI que transformará a dona do ChatGPT numa corporação capaz de captar novos investimentos, de modo a consolidar e ampliar a liderança dela no setor. A OpenAI deixará de ser uma entidade sem fins lucrativos e será uma empresa que visará ao lucro.
A mudança encerra uma batalha que o CEO Sam Altman trava há algum tempo na OpenAI. Avança em seus planos para ter uma participação na OpenAI e buscar investimentos e parcerias para se manter à frente da Alphabet, da Meta e da Anthropic.
A transição ocorre em meio à saída de Mira Murati, diretora de tecnologia, que anunciou nesta quarta-feira (25) seus planos de deixar a entidade que ajudou a alavancar. Antes dela, deixaram a OpenAI o cofundador e ex-cientista-chefe, Ilya Sutskever, os ex-pesquisadores principal John Schulman e Jan Leike. O presidente, Greg Brockman, está afastado.
A reestruturação coincide com os movimentos de Altman, que lidera uma nova rodada de negociações para obter financiamento de 6,5 bilhões de dólares junto a Thrive Capital, Microsoft, Apple, Nvidia e a MGX, dos Emirados Árabes Unidos. Ao contrário dos antigos investidores, os novos não terão limite de lucros.
Altman, portanto, sai vencedor na disputa interna diante da discussão relacionada à responsabilidade sobre o desenvolvimento da inteligência artificial. Ele sustenta há meses que os novos aportes são necessários para investir em poder de computação e argumenta que é importante conseguir capitalizar a empresa e ampliar parceria com outros players.

