Há 40 dias, José Mauro Ferreira Coelho fez um discurso emocionado ao tomar posse como novo presidente da Petrobras. Era o auge da carreira do executivo, que já tinha sido secretário de Petróleo e Gás no Ministério de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal que gerencia os contratos de exploração.

O discurso durou cerca de 20 minutos. Nesse tempo, agradeceu a todos que lhe ajudaram a chegar a essa posição, em especial ao presidente Jair Bolsonaro, que o nomeou e ao então ministro Bento Albuquerque, que sugeriu o nome dele para o posto. A voz ficou embargada ao falar do chefe da pasta de Minas e Energia. Esboçou lágrimas, mas se conteve e continuou. (assista abaixo)

Também tentou agradar o presidente e o mercado. Lembrou a importância econômica da Petrobras, mas garantiu que manteria a política de preços da empresa. Nesse período, houve novos aumentos nos valores da gasolina e do diesel.

Bolsonaro continuou criticando, demitiu Bento Albuquerque e deixou o espaço aberto para que o pinscher de guarda da Economia, Paulo Guedes, assumisse a liderança do problema.

Sobrou para o lado mais fraco nesse cabo de guerra. Agora, será preciso engolir o choro e cavar outro emprego.