O Itaú Unibanco apresentou uma terceira ação judicial contra seu ex-CFO, Alexsandro Broedel. O banco pede o ressarcimento de 6,6 milhões de reais pela contratação de pareceres contábeis que não teriam sido entregues à instituição.

Segundo o Itaú, os pareceres foram solicitados por Broedel ao contador Eliseu Martins, que também é parte nesta ação indenizatória. O valor é referente a 20 análises que deveriam ter sido feitas por Martins, mas não foram entregues. O contrato previa a produção de 40 documentos semelhantes. As informações são do jornal Valor Econômico.

O banco afirma que, ao analisar contratos firmados por Broedel, teve acesso inicialmente a 18 pareceres contábeis produzidos por Martins. Depois de questionar o contador, ele entregou a documentação referente a outras duas análises, mas não há nada sobre as outras 20 do contrato.

Ainda de acordo com o Itaú, os documentos apresentados por Martins, que seriam referentes aos demais trabalhos de consultoria, eram apenas papeis internos do banco, sem nenhuma análise ou conclusão.

Na petição inicial, o Itaú diz que Martins chegou a se comprometer em devolver parte do valor recebido, mas fez isso.

Para o Itaú, Broedel e Martins formaram um esquema para causar prejuízos à instituição. O Itaú afirma que Broedel autorizava pagamentos a Martins, com a contrapartida de receber 40% dos valores. Uma investigação interna mostrou que parte dos relatórios do contador eram produzidos pelo próprio CFO, para simular o trabalho e justificar os pagamentos.

O processo se soma a outros dois em que o banco cobra 8,1 milhões de reais de Alexsandro Broedel. Em todos os processos, as acusações envolvem a parceria entre ele e Martins para desviar dinheiro do banco.