A Agência Nacional de Petróleo(ANP) manteve a suspensão da Copape, acusada de infringir regras na comercialização, no exercício da atividade e no armazenamento de combustíveis. A empresa segue sem licença para atuar.

Havia um movimento na agência, como noticiou o Bastidor, para que a empresa voltasse a operar mediante apenas uma advertência. Não funcionou. Quatro dos cinco diretores votaram contra a Copape. O diretor Fernando Moura, que era a maior esperança da empresa, não estava presente.

decisão da ANP que impediu a Copape de exercer suas atividades foi publicada em julho. Desde então, a empresa tenta, na justiça e na própria agência, derrubar a determinação.

A Copape também é alvo do Ministério Público de São Paulo. O órgão ofereceu denúncia em que acusa a empresa e a distribuidora Áster, do mesmo grupo, de sonegarem cerca de 1 bilhão de reais em impostos.

As suspeitas contra a Copape e a Aster vão além. O MP também investiga uma ligação do dono formal das empresas, Mohamad Hussein Mourad, com organizações criminosas, como o PCC.

 A defesa da empresa diz que as acusações têm como base uma campanha difamatória dos concorrentes. Também afirma que poderia haver desabastecimento, caso não fosse autorizada a voltar a funcionar.

Nota atualizada às 16h50 para inclusão do número de votos.