A InterCement Brasil S.A., junto com suas controladoras indiretas, InterCement Participações S.A. (ICP) e Mover Participações S.A. (Mover), além de outras empresas do grupo, entrou com pedido de recuperação judicial na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, comandada pelo juiz Jomar Amorim, nesta terça-feira (3). A medida visa reestruturar dívidas que somam 14,2 bilhões de reais, após negociações sem sucesso com credores e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Em comunicado publicado ao mercado, a empresa destacou que, apesar dos esforços para reestruturar suas obrigações financeiras, o pedido de recuperação judicial tornou-se necessário para estabilizar as operações e preservar a capacidade de gerar valor para clientes, funcionários, fornecedores e parceiros. A InterCement também afirmou que a medida permitirá concluir as negociações em tempo hábil, independentemente de possíveis vendas de ativos, devido à sua robusta capacidade de geração de caixa.

Com o pedido de recuperação judicial, o acordo de exclusividade para a potencial venda de 100% das ações da ICP não está mais vigente.

Em setembro, a InterCement havia protocolado um plano de recuperação extrajudicial para reorganizar 22 bilhões de reais em dívidas, com adesão de 45,67% dos créditos sujeitos, representados por Itaú Unibanco e Bradesco. No entanto, a falta de consenso entre a Mover, a CSN e os bancos credores sobre um plano que atendesse a todos levou ao pedido de recuperação judicial.

A situação se agravou com ações judiciais movidas por detentores de mais de 3 bilhões de reais em títulos de dívida emitidos no exterior, além de disputas legais nos Estados Unidos, Holanda e Brasil.

Com a recuperação judicial, a exclusividade de negociação com a CSN fica encerrada, abrindo espaço para novos interessados nos ativos da empresa.

Leia aqui o comunicado da empresa.