O Grupo Agrogalaxy, um dos principais fornecedores de insumos para o agronegócio no Brasil, apresentou à Justiça, na segunda-feira (2), o plano de recuperação judicial para colocar em dia cerca de 4,6 bilhões de reais em dívidas. O processo corre na Justiça de Goiás desde setembro.
A apresentação do plano é um dos primeiros passos do processo de recuperação judicial. Para entrar em vigor, além de passar pelo crivo da juíza Alessandra Gontijo do Amaral, da 19ª Vara Cível e Ambiental de Goiânia, responsável pelo processo, terá de ser aprovado em uma assembleia de credores.
Segundo a empresa, a reestruturação do negócio já está em prática. Desde o anúncio de que precisaria recorrer à manobra judicial para se manter, a Agrogalaxy começou a se desfazer de ativos, como silos pouco lucrativos, iniciou uma redução da estrutura física e administrativa e lançou um fundo de direitos creditórios para garantir crédito aos clientes.
No processo de reestruturação, a Agrogalaxy já demitiu cerca de 800 funcionários. Afirma que isso reduziu quase pela metade o custo de mão de obra, já que o conglomerado empregava cerca de 1,8 mil pessoas antes da recuperação judicial.
A Agrogalaxy também afirma ter recebido um aporte do principal acionista de 150 milhões de reais, transformado em aumento de capital, além de outros 237 milhões de reais via operações de mútuo.
O processo de recuperação da Agrogalaxy envolve alguns dos principais bancos do país, como BTG, Banco do Brasil e Santander, que constam na lista de credores. Em outubro, a Justiça determinou que esses bancos não poderiam cortar as linhas de crédito da empresa, para manter as operações funcionando minimamente.

