Para desprazer dos chefes do centrão, a primeira-dama Janja Lula da Silva está podendo cada vez mais. Depois de ajudar a segurar Nísia Trindade no Ministério da Saúde, ela intercedeu junto ao presidente para evitar a demissão da presidente da Caixa, a petista Maria Rita Serrano. Operou um pequeno milagre.

Por ora, parece ter funcionado: Rita Serrano foi comunicada de que permanecerá no cargo. Recebeu a notícia do próprio Lula na segunda, durante o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo feminina de futebol.

Caso Lula cumpra a palavra, será uma extraordinária mudança de sorte para a sindicalista Rita Serrano. Há semanas, os demais integrantes da cúpula da Caixa dão como certa a demissão dela.

O Planalto havia topado ceder o cargo ao PP – ou assim os líderes do partido acreditavam. Tanto que buscaram nomes para a Presidência do banco, numa articulação que durou dias e desgastou parlamentares e possíveis indicados. Todos foram queimados.

Rita Serrano pode permanecer à frente da Caixa, mas o custo para o presidente – e para Janja – promete ser alto: os chefes do centrão não esquecem. Também não costumam perdoar.