A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, resolveu iniciar as mudanças exigidas pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva na empresa pela diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade. A área foi uma das mais criticadas por petistas e aliados do partido durante a gestão de Jean Paul Prates.
O ex-presidente da empresa entregou a diretoria nas mãos de Mauricio Tolmasquim que, com a sua saída, correu sérios riscos de ser demitido, como mostrou o Bastidor no mês passado.
Tolmasquim se movimentou, garantiu por ora a sua permanência e não se opôs a mudanças na diretoria que é comandada por ele. O primeiro a sair será Daniel Cleverson Pedroso, gerente de Energia Renovável. Ele já integrava uma lista de dispensa feita por petroleiros sindicalizados ligados ao PT.
O substituto já foi convidado: é o economista Rodrigo Leão, que atualmente preside a Comercializadora de Gás e Energia e Participações S.A. Foi levado por Prates para a petroleira.
Antes, Leão estava no Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), fundado pela FUP (Federação Única dos Petroleiros). Antes passou pela Petros, que cuida das aposentadorias dos funcionários da Petrobras, e pela UFBA (Universidade Federal da Bahia). Ele também trabalhou com Magda anteriormente.
O convite para Leão assumir a gerência de Energia Renovável levou em conta a relação com Magda e, em certa medida, as reclamações feitas a Lula sobre ‘bolsonaristas’ na Petrobras. Prates, por exemplo, já havia perdido o apoio de petroleitos por manter quadros ideologicamente ligados ao ex-presidente em cargos de comando.
Burocracias internas separam o indicado do novo cargo.

