O TCU decidiu há pouco que a segunda e última parte do processo de privatização da Eletrobras voltará a ser analisada pela corte em 20 dias. Esse é o prazo que Vital do Rêgo tem para devolver o caso ao plenário da corte após solicitar mais tempo para analisar a ação. O pedido de vista pelo ministro era esperado, tanto que o governo já contabilizava o atraso no cronograma da operação.
O novo cenário joga para julho o início do processo de capitalização da estatal, segundo fontes do governo próximas às negociações. A maior parte da sessão de hoje, após o voto de Aroldo Cedraz (relator do caso), foi destinada a discutir se Vital do Rêgo poderia ou não pedir mais tempo para analisar o processo.
O ministro botou a culpa da solicitação na conta do relator. Disse que Cedraz liberou o voto aos pares muito próximo do início do julgamento. Foi apoiado por Bruno Dantas, que defendeu o direito pela vista processual. Na outra ponta do debate ficou Jorge Oliveira, indicado para o TCU por Jair Bolsonaro. O ministro defendeu um prazo de sete dias para a suspensão, mas ficou vencido nessa questão.

