A avaliação de uma ala dos advogados de empreiteiras que renegociam os termos dos acordos de leniência firmados na Lava Jato é de que, desta vez, o governo Lula vai ceder à parte das exigências das empresas.

As defesas das construtoras se reúnem nesta terça-feira (18), no Supremo Tribunal Federal, com a CGU (Controladoria-Geral da União) e a AGU (Advocacia-Geral da União), após reclamações públicas sobre a postura dos órgãos governamentais e a distância para se chegar a uma conciliação.

Um advogado envolvido disse ao Bastidor que o governo deve “avançar e propor algo razoável”. Afirmou ainda que é possível chegar a uma “equação razoável”. O defensor faz parte do grupo que tem defendido a atuação do governo no caso.

O Bastidor já noticiou que outra ala reclama da demora nas negociações e diz que a AGU e a CGU querem boicotar um possível acordo. Já há pedidos para que o ministro André Mendonça, do STF, aumente o prazo para renegociação. Inicialmente, as discussões deveriam se estender até o dia 27.

Como parte das empresas considera que “as posições das partes seguem consideravelmente distantes” e “que os pedidos seguem sendo rejeitados pelos órgãos públicos”, foi solicitada a realização dessa reunião hoje.

Na última manifestação, a CGU propôs um acordo considerado muito abaixo do que as empreiteiras querem.